domingo, 28 de março de 2010

Alguém me empresta um mundo novo?

A constante necessidade de fugir de órbita, de encontrar algo novo. Acometido de entretenimento repetido é comun ao ser buscar novos rumos ou novas contentações provisórias. Findar-se à satisfação permanente de qualquer bem ou mal seria uma qualidade ou defeito? De qualquer forma não contentar-se com o que lhe é imposto e traçar novas rotas são caracteristicas inerente ao ser.

Quanta necessidade de fugir de tudo que lhe é atribuido, engraçado que quase sempre o que se torna "enjoativo"  é quase sempre algo que já foi objeto constante de desejos e sonhos até ser alcançado.

Ao que deseja/desejava a constante presença de sonhos e imaginações de como seria possuir e logo em seguida descobre-se defeitos e ao perceber possuidor de suas metas descobre que nada daquilo era como o sonhado e assim tudo se torna enjoativo, perde-se a graça. Ao desejado uma breve satisfação de ser o preferido de alguém e a doce amargura de fazer parte de um contexto passado no qual valia-se de alguma coisa, ou em outras palavras, o sabor de sentir perder seu valor apenas por ceder aos encantos e tentações de alguém que o desejara.

Ao irmos mais profundamente nisso lembramos-nos de todos os nossos "novos brinquedos" de infância que no dia em que ganhavamos era o melhor do mundo e então passava-se a noite inteira brincando desgastando-o e a não ser que fossemos repreendidos para ir durmir e que teriamos mas um dia inteiro pra brincar a noite se passaria e estaria ali ao lado do brinquedo.Porém após um determinado tempo tal brinquedo sempre perde a sua essência, quando tal fato não dava-se pelo tempo outro brinquedo sempre aparecia para tomar seu lugar.

O caso do brinquedo é a metafora mais completa ao ser equiparada com tudo o que eu queria escrever por hoje.

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