Hoje pensei em postar uma Frase que destaquei de um filme que acabei de ver, no entanto eu achei mais interessate por aqui um post do Victor no Fotolog do Forfun...
Antes de tudo, eu queria expor aqui minha imensa admiração por tudo que esse cara escreve. Foram pouquissimas as vezes que descordei de alguma opinião dada por ele e muitas as vezes em que suas palavras foram tidas como as mais coerentes possiveis sob um tema que eu não conhecia ou até mesmo um tema que eu já tinha uma opinião formada.
Fala irmandade.
Hoje passando em frente a uma banca de jornais, vi penduradas algumas revistas destinadas ao seguimento “Teen”.
Primeiro constatei que hoje tudo parece resumido ao “marketing”. Existe inclusive o tal do “marketing pessoal”, vide os twitters da vida. Revistas, jornais, programas televisivos... são todos divididos e direcionados a “alvos” específicos. As revistas por exemplo: tem revista para público masculino adulto, masculino de meia idade “fitness”, revistas femininas para fêmeas descoladas, para senhoras e donas de casa noveleiras, revistas para crianças, revistas para intelectuais (estas vendem menos), revistas para pessoas de classes pobres, classes ricas, classes médias (ela ainda existe?), revistas para esportistas, amantes de carros, e muitas revistas para o público adolescente (o qual depois dos anos noventa passou-se a chamar “teen”). Sendo necessário ou não esse direcionamento exclusivo (aquele que exclui indivíduos) dos produtos materiais e culturais de hoje em dia, vou seguir no meu raciocínio sobre as revistas “teen”.
O que chama a atenção é que, em sua maioria, as revistas teen abordam temas quase sempre relacionados a FUTILIDADES e BANALIDADES da vida dos adolescentes. Ora, obviamente que a futilidade e a banalidade são partes necessárias desse grande todo cósmico universal em que nos encontramos, mas o problema é quando estes assuntos começam a predominar sobre outros de tanta ou maior importância para o nosso desenvolvimento. Nas capas, mês após mês, vêem-se jovens galãs sem muito mais a mostrar do que a sua forma física, além de chamadas do tipo: “como conseguir um corpão para o verão”, “dicas para você bombar na web”, “segredos para arrasar na balada”, “que roupa usar?”.
Mais uma vez é importante lembrar que para tudo existe uma medida, e talvez aí resida a arte do “saber viver”. Negar os assuntos fúteis seria impor a intelectualidade. Somos todos, adolescentes, adultos e idosos, ainda muito ligados nos assuntos materiais e superficiais. Queremos ter um corpo manero pro verão. É da nossa natureza, é necessário. Mas também é da nossa natureza a fome por conhecimento, cultura e espiritualidade. E aí o que rola é que negar a informação intelectual é impor a futilidade. Sem dúvida que essas revistas também possuem conteúdo educativo, mas analisando a proporção em relação aos assuntos “superficiais”, dá pra perceber quem predomina nessa balança desequilibrada.
Como veículos de comunicação em massa, as revistas “teen” deveriam possuir um senso de responsabilidade muito forte, dada a importância do papel que representam na formação do caráter dos jovens, nessa fase tão importante que é a adolescência. Torço para que a mulecada que está vindo por aí perceba isso, e corra atrás de fontes de informação que lhes tragam uma bagagem mais completa para a caminhada da vida. Fontes que não subestimem sua inteligência, e que lhes forneçam noções de ética, moral, amor ao próximo, espírito coletivo, fraternidade, cultura, história, ciência, e (na dose certa) até um pouquinho de futilidade.
Abraços
.Vitor
Uma das poucas coisas que sei sobre jornalismo, foi uma dica obvia que uma professora doutora na área me falou certa vez: antes de escrever é preciso conhecer o publico alvo e saber o que eles realmente vão querer ler, foi o que o autor do texto,citou com maestria no primeiro parágrafo.
ResponderExcluirSe as revistas são assim é por que o publico delas é composto por uma classe que gosta desses determinados assuntos.
O que dizer das crianças que crescem num mundo egoísta e material, direcionadas pela própria família ou se ‘contaminando’ com o decorrer do tempo ? Elas crescem desconhecendo os valores e se vangloriando por ter relações efêmeras.
Acho que as revistas são reflexo dessa turma.É claro que a política do marketing tem sua parcela de culpa,mas eu diria que o 'buraco é mais embaixo' e como eu não sou socióloga,vou acabar o comentário elogiando o Victor e você,por escreverem passando credibilidade nos textos.
Beiijos ;D