Olá escassos Leitores, consegui arrumar uma folga em meio ao turbilhão de numeros e problemas equacionais para escrever algo por aqui.
Hoje parei pra ouvir uma das Bandas (se é que pode-se denominar assim) mais fantásticas que já ouvi. "O Teatro Mágico" eu acho incrivelmente insano a forma que Fernando Anitelli Consegue escrever e poetizar versos tão complexos.
Essa Semana estudando a escola literária simbolista, eles diziam que às vezes faltam palavras para descrever algumas coisas pela imensidão do tema a ser tratado, no entando, eu acho que o Fernando consegue desmentificar isso. Ele tem essas palavras e consegue expressa-las, e melhor, de forma única.
Segue logo ai em baixo uma composição sua que eu tenhu certeza que muita gente vai se identificar sua "insetidão"
Os Insetos Interiores
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
Composição: Fernando Anitelli
Observem-se mais, aprenda mais sobre si.
pow man, gostei do seu blog. Você escreve muito bem parcero, parabéns!
ResponderExcluirSó n lí a música --'
ksopaksopaksopkaospka
abração!
adooooro teatro mágico,uma vez queria ir pro show deles,que jh tocaram duas vezes em Salvador.
ResponderExcluirE não tinha ninguem querendo ir comigo :@
absurdo,sou tão chata assim?
Pq você não faz jornalismo?
beeijos ;D